18 junho, 2013

14 junho, 2013

Dorme meu Anjo

Tanto tempo num silêncio acalmante, mas tantas vezes perturbador. 
Tantos sonhos pensados e desperdiçados. Vidas envolvidas numa Vida. Aquela vontade de abraçar, beijar, mimar, Amar, que cai num abismo profundo só de ida. E foste. E já cá não estás.
Tamanha a graciosidade, a beleza, a inocência de um anjo, que tanto confortou e do nada partiu. Partiu corações adultos, fortes e destemidos. O sono profundo chegou cedo demais e venceu sem nos dar qualquer hipótese de lutar ou de o persuadir.
A dor de te ver dormindo gelidamente despertou em mim rebeldes pensamentos que me perseguem e me incitam a questionar o verdadeiro sentido da Vida.

RN

14 março, 2013

Posso dar-te um estalo?

Posso dar-te um estalo? 
Posso dar-te um estalo, virar as costas e nunca mais voltar? 
Posso dar-te um estalo e livrar-me desta raiva e irritação que me incomodam?
É que me incomodam mesmo. 
Posso ser egoísta ao ponto de apelar à violência entre eu e tu, hoje. Eu dava-te um estalo, a ti doía-te tanto quanto a mim me dói esta vontade de te esganar e não poder, e seguíamos caminho. Seguíamos como se nada tivesse acontecido, mas conscientes do que cada um é e vale. 

RN

08 março, 2013

Feliz Dia da Mulher

E porque hoje é o Dia Internacional da Mulher, desejo a todas nós um Feliz Dia cheio de Energia Positiva, Amor, Saúde e de muitos Sorrisos.

Verdade seja dita que não sou adepta de grandes comemorações. Sempre defendi direitos e deveres iguais entre homens e mulheres, e por isso muitas vezes me perguntei por que razão não deveria existir também o dia do homem. Não seria mau pensado, mas analisando bem a questão o sexo feminino merece, e muito, um dia em sua especial dedicação. Não querendo fazer qualquer tipo de comparação, porque a história e os factos falam por si, a Mulher travou longas batalhas (e ainda hoje continua) para conseguir melhores condições: tanto profissional como pessoalmente. E é neste sentido que agradeço a todas as mulheres que lutaram, falaram e morreram para que se fizesse justiça. E pouco a pouco temos vindo a provar o nosso valor, as nossas capacidades e a mudar as consciências mais reacionárias.
Com isto, deixo-vos uma homenagem musical criada para a ONU Mulheres dedicada a todas as Mulheres e que conta com a participação de mais de 20 artistas de diferentes nacionalidades, de entre os quais está a nossa Ana Bacalhau (vocalista dos Deolinda) a representar Portugal:

  «One Woman: uma canção para a ONU Mulheres» 


De mulher para mulher:
Para aquelas que gostam de comemorar este dia fervorosamente, peço, apenas, que se divirtam com respeito e dignidade, pois ver um strip masculino não implica que tenham de levar o stripper para casa às escondidas do marido, se é que me faço entender. Sejamos mulheres com M maiúsculo, a quem o sentido de viver não nos faça cair no ridículo.    

RN

O medo descalça-me.

Olho por entre a janela e vejo um dia lindo, onde o sol abraça o mundo, fazendo o verde parecer mais verde e o azul mais azul. Tudo parece tão mágico ou não fosse esta minha vontade de correr e não mais voltar. Tantas são as condicionantes que me prendem a toda esta paisagem, que resolvo ficar. Será o certo? Ninguém o sabe, nem eu. Mas fico.

Saio à rua e a paisagem muda. Tudo me é estranho. O medo assola-me e eu procuro-te. És o meu consolo, o meu escudo, o meu abrigo. Mas não sei onde estás, não sei que direção devo tomar. Sinto-me tão frágil: tenho medo. Admito-o: sinto medo. Caminho e caminho e nada sei de ti. Nenhum sinal. Que vontade doida de te ver: inexplicável.
A ansiedade chega. Corro por entre as ruas e ruelas, caminhos nunca percorridos levam-me para uma dimensão rural que me confunde. O medo persiste e tu não estás. Continuo sem saber de ti. Só vejo branco. Quero estar a sonhar: fecho os olhos com a intenção de acordar, mas não os consigo abrir (penso). Estou cega e nada vejo. Que pesadelo! O medo invade a minha alma e sinto-me como um grão de areia: tão pequenino, tão frágil, tão pouco relevante e que nada vale só. Estarei a enlouquecer? 

Noell S. Oszvald
Acalmo-me, respiro fundo e descalço-me. Sinto o chão como nunca o senti: como é frio, áspero e cru para os pés que nada mais conheceram senão as palmilhas suaves do calçado moderno. Que choque! A natureza une-se à verdade da Vida e mostra-me o que nunca quis ver. Continuo sem saber de ti.
Ouço os ruídos de tempestade, volto a sentir o cheiro da tal brisa que foi e não voltou. Sorrio.
Com passos lentos, caminho rumo ao horizonte que agora mais me parece um vazio sem cor. Permaneço cega, mas a minha força é mais forte e procuro tudo aquilo que um dia me fez sorrir, acreditar e viver. Percorro esta pequena história em busca do meu abrigo, aquele que me trará de volta a plenitude e as cores da vida.
Os meus pés caminham por entre a lama, rebocando todo o meu corpo molhado pela chuva que começara a cair sem aviso prévio. Que sensação de liberdade. Mas estou perdida. E continuo sem saber de ti.
Sem nada ver, sinto duplamente a tempestade: as gotas gélidas alteram a minha temperatura, presumo que a lama pisada tenha alterado as cores das minhas roupas, e os sons vindos do céu como dos campos em redor são algo de inexplicável. Sinto-me perdida, mas duplamente feliz. Quero partilhar este momento contigo. Pergunto-me se estarei na direção certa. Pergunto-me se também me procuras?   

RN

23 fevereiro, 2013

Passion Pit - Carried Away

 Forma bastante divertida de ver (de fora) uma relação.
Quem disse que seria fácil?
=)


Passion Pit - Carried Away

"Forget the risk and take the fall, if it’s what you want, then it’s worth it all" [A.D.]

 

Finais Felizes de outra perspetiva

Navegando pela vasto mundo que é a internet, encontrei uma peça muito interessante sobre o tão conhecido final de história "E viveram felizes para sempre". Nesta peça, o tema é abordado 'à minha maneira', pois quando leio um livro ou vejo um filme que termina desta forma tão pouco realista, sinto como se faltasse algo. Passo então a transcrevê-la:

« E viveram (momentos) felizes para sempre

Os contos de fadas, contos infantis e muitas histórias da modernidade têm o delicioso famoso final feliz. Mas as histórias reais têm finais felizes? A verdade é que um final feliz nunca é um final, apenas o fim feliz de um momento.

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Cinderela por Thomas Czarnecki*
A maior parte das histórias infantis e muitas destinadas a adultos têm o fim de sua trama encerrada pelo alcance da felicidade. A busca incessante por finais felizes e pela resolução de problemas faz parte do anseio da humanidade por equilíbrio. Sendo a literatura, o reflexo do homem e seu período histórico nossas histórias não poderiam ser diferentes.

Os contos de fadas como A Bela e Fera, Branca de Neve e os sete anões, Cinderela, Rapunzel... São os oficiais “E viveram felizes para sempre!”. Encerrar um conto de fada destinado às nossas crianças e fazê-las acreditar que no final terão “finais felizes”, é algo que no mínimo deveria ser alvo de reflexão, enquanto o que deveria ser passado é “E tiveram momentos felizes para sempre!”.

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Branca de Neve por Thomas Czarnecki*
O não “viveram felizes para sempre” está enraizado na humanidade, Abraham Maslow, psicólogo americano, desenvolveu a Hierarquia das Necessidades de Maslow ou Pirâmide de Maslow, a qual sugere que as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto.

Maslow afirma que após satisfazer uma necessidade e, assim, atingir a felicidade, o sentimento de satisfação transforma-se em outra necessidade que precisa ser saciada, provando que a felicidade é momentânea e nunca, plena. Assim, o mais pleno de felicidade que alcançamos tem curta duração, sendo impossível o “para sempre”.

Afinal, por que as histórias normalmente contadas para crianças retratam algo tão parcialmente verdadeiro? Ao que parece, contar para uma criança que seu herói ou heroína não teve um final feliz é brutal. Há quem acredite que as crianças não estão preparadas para lidar com finais “reais”, enquanto fazê-lo pode ser muito mais benéfico para sua formação. Ou simplesmente, dizer “E viveram momentos felizes para sempre” poderia solucionar a ideia de que há felicidade no final de qualquer história seja fictícia, real ou protagonizada pelo próprio leitor.

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Chapeuzinho Vermelho por Thomas Czarnecki*
Dois bons exemplos de finais nada felizes são: O do herói grego Aquiles, que morreu com uma flecha em seu único ponto fraco, mostra que nem sempre heróis sobrevivem a uma batalha, não deixando de estar cercado de momentos de felicidade. Aliás, existem inúmeras histórias gregas que são verdadeiras tragédias, mas nem por isso deixam de ser encantadoras. E o de Marina, em um livro mais contemporâneo, de Carlos Ruiz Zafón, em que a protagonista que dá o nome ao livro vive diversas aventuras envoltas em solução de um mistério, mas nem por isso é poupada de seu destino, ela morre vítima de doença.

Há na literatura um bom número de exemplos que vão contra o “E viveram felizes para sempre”, mas há quem insista no inverossímil final feliz em histórias escritas, filmes, poemas. Mais real é ter momentos felizes!!!

*O fotógrafo Thomas Czarnecki, inconformado com o “felizes para sempre”, criou a série “From Enchantement to Down” que transforma as histórias que parecem sonhos em verdadeiros pesadelos.


Artigo da autoria de Alexia G. Alves.
Ler, reler, revisar, emocionar, escrever, chorar, rir: vida minha!.
» 


Brisa que foi. Cheiro que ficou.

Chove lá fora.
Saio e caminho por entre as gotas. E permaneço seca: seca por fora e seca por dentro. Preciso que alguma gota, por mais pequena que seja, me toque, me molhe e me mostre que não sou diferente de todos os outros que também caminham. Chuva que cai e não me molha. Alucino. Sinto medo.
Tantos caminhos, mas nenhum me parece lúcido. Tudo me foge. Não uso amarras, mas por breves momentos passa-me pela cabeça parar o tempo. Se pudesse escolher, congelaria aquele dia, aquele minuto em que tudo estava transparente, pleno de sorrisos e de felicidade pura. Mas tudo se transforma, tudo muda.
Hoje busco a calma e a serenidade que me fugiram. Cansada, percorro este caminho marcado pelo enigma da Vida, sujo-me de lama, mas nem uma gota de chuva me atinge. Corro em busca de algo que me conforte, mas nada sinto, senão o cheiro daquela brisa que vai e vem. Sinto-me frágil. Já não sei ao certo que brisa é esta. O cheiro é-me familiar, mas na vida tudo se confunde. Sinto que já não é a mesma brisa que um dia me abraçou e me confortou.
Ela foi e não voltou. Mas o seu cheiro em mim ficou.

RN 

20 fevereiro, 2013

4 Non Blondes - What's Up

Hoje é dia de...
4 Non Blondes
What's Up

Twenty-five years I'm alive here still
Trying to get up that great big hill of hope
For a destination

I realized quickly when I knew I should
That the world was made up of this brotherhood of man
For whatever that means

And so I cry sometimes
When I'm lying in bed Just to get it all out
What's in my head
And I, I am feeling a little peculiar.

And so I wake in the morning
And I step outside
And I take a deep breath and I get real high
And I scream from the top of my lungs
What's going on?

And I say: HEY! yeah yeaaah, HEY yeah yea
I said hey, what's going on?

And I say: HEY! yeah yeaaah, HEY yeah yea
I said hey, what's going on?

ooh, ooh ooooooooooooooooh
ooh, ooh ooooooooooooooooh

and I try, oh my god do I try
I try all the time, in this institution

And I pray, oh my god do I pray
I pray all sanctity
For a revolution.

And so I cry sometimes
When I'm lying bed
Just to get it all out
What's in my head
And I, I am feeling a little peculiar

And so I wake in the morning
And I step outside
And I take a deep breath and I get real high
And I scream from the top of my lungs
What's going on?

And I say, hey hey hey hey
I said hey, what's going on?

And I say, hey hey hey hey
I said hey, what's going on?

And I say, hey hey hey hey
I said hey, what's going on?

And I say, hey hey hey hey
I said hey, what's going on?

ooh, ooh ooooooooooooooooh ooooooooooooooooh

Twenty-five years I'm alive here still
Trying to get up that great big hill of hope
for a destination 

04 janeiro, 2013

Não levemos a Vida tão a Sério

Hoje é dia de me despedir. Apetece-me. Simplesmente me apetece dizer adeus.
Preciso sair deste círculo que me perturba a mente, o corpo, a Vida. Tudo é tão simples, mas o espírito rebelde inerente ao ser-se humano complica demais. Para quê tanta insanidade? Porquê tanto medo?
A Vida é muito mais que 'isto'... Olho em volta e vejo que tanto tempo perdi em preocupações desnecessárias, mas não consigo abandonar tudo. (In)Felizmente sinto. E ficaria mal aos olhos dos outros. A sociedade não permite que eu seja eu ou aquele que eu bem entender. A sociedade obriga-me a ser quem ela quer que eu seja. Preciso abandonar tudo. Preciso sair deste labirinto ruidoso. Quero paz! Quero calma! Quero tolerância! Vida! A Vida que eu sonhei.
Tantos sonhos por água abaixo. Tantos são os sonhos, os desejos, as vontades que foram alterados. Ou porque mudei de ideias ou porque a sociedade me mostrou que não seriam os mais corretos. Porquê? Quem se atreve a vir alterar quem sou e o que quero? Mas a culpa é minha, como pude e posso eu permitir tal coisa? Esta é a questão, este é o dilema mais complexo de todos os que se deixam influenciar mesmo sem ter dado permissão. 
A tal história de deves dar o exemplo faz parte do leque de influências inerente à sociedade e que tanto nos persegue com o mais alto nível de opressões diretas ou indiretas. Quantas vezes se ouve o pai dizer ao filho mais velho para dar o exemplo ao mais novo, para dar o exemplo na escola, para não fazer má figura quando for fazer qualquer coisa de muito ou pouco importante. Esta história cansa-me. Estou cansada de tantos exemplos, de tantas regras, de tantas palavras gastas à toa. Será que não é possível sermos livres e agirmos da forma como bem entendemos? Sei que a resposta é obviamente negativa. Iríamos entrar num campo de opiniões tão diversas que seriam capazes de chocar suscetibilidades. 
Mas a minha posição não é de todo descabida: sugiro apenas que sejamos livres de viver em paz connosco próprios. Isto significaria a sociedade deixar de interferir, pelo menos em 75%, nas  nossas decisões, nas nossas vontades, nos nossos sonhos. 
Quero muito agir sem recear os olhos da sociedade que mais me parece um Big Brother. Vá para onde for existem sempre olhos prontos e ansiosos em observar-me, elogiar-me ou criticar-me. Porquê tanto interesse na vida alheia? Mas como tal necessidade parece inerente, sugiro portanto que passemos a dar maior uso ao pensamento, de forma a valorizar mais as palavras, dando lugar ao tão ausente silêncio. 
Não quero ver a Vida de um jeito tão sério, quero aproveitá-la como bem entender, ao meu ritmo; quero ser sábia mas simultaneamente inocente; quero poder fazer disparates; quero fazer remendes; quero ensinar, mas quero muito aprender sem ter medo de o querer; quero poder decidir se me apetece ou não; quero olhar para ti, para mim, para o Mundo e poder ser eu própria, umas vezes sorrindo outras vezes chorando. Mas ser eu. E tu seres tu.

RN 

Frankie Chavez - The Search


Frankie Chavez - The Search

 I don't know,
Where I'm going,
But I sure know,
Where I've been,
I've been waiting far,
All of my move.

Everytime,
I fall asleep,
I wake up, in a different street,
Different faces, still the same vibe.

I'm going,
I'm ON on the feel,
I can feel i'm doing it for real,
I feel i'm searching,
The stories I'm told,
Searching for, deep in my soul.


 All the lines,
Must be crossed,
All the battles,
Must be fought,
All the dances are,
Meant to be mine.

 
I keep on fire,
Burning still,
Becup my rage,
And turning it in my own way,
I search for my soul.


I'm going,
I'm ON on the feel,
I can feel i'm doing it for real,
I feel i'm searching,
The stories I'm told,
Searching for, deep in my soul.


I'm going,
I'm ON on the feel,
I can feel i'm doing it for real,
I feel i'm searching,
The stories I'm told,
Searching for, deep in my soul.

I'm going,
I'm ON on the feel,
I can feel i'm doing it for real,
I feel i'm searching,
The stories I'm told,
Searching for, deep in my soul.


02 janeiro, 2013

Bem-Vindo 2013



Mais uma página que se vira, mais desejos pedidos, esperanças renovadas e sorrisos partilhados.
Que este novo ano nos traga muita saúde, amor, generosidade e justiça. Que chegue de sorriso aberto e nos encha de tranquilidade e de muita cor.
"Façam o perfume Carolina Herrera favor de ser felizes"
«Façam o favor de ser Felizes», lá dizia, e muito bem, o grande Raul Solnado.

  Bom Ano 2013 !!!


 RN