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11 fevereiro, 2011

Estrangeira

Vivo neste mundo e que estrangeira ainda me sinto.
Lavo minha cara e tudo se mantém alheio. Não minto!
Tudo me parece tão efémero, tão frágil... Falso diria.
Quiçá não pertença a este lugar!
Quiçá tenha eu o papel errado ou as falas trocadas!
Talvez...
Mas meus pensamentos... esses são profundamente meus.

RN

11 novembro, 2010

No silêncio...

Sinto um sopro. Um sopro que me relembra aquela vontade de Sentir, de Querer, de Ser. Contagio-me pelo som da chuva a cair e tudo parece mágico. A magia do que vivi, do que vivo e do que sonho viver. A simplicidade da vida é tão complexa que me perco na busca do meu horizonte.
No silêncio desta noite de inverno, ouvindo a chuva bater na janela, mergulho no escuro do quarto e os meus pensamentos atropelam-se sem nada dizerem em concreto. Os meus olhos ardem pela força de guardar sentimentos retidos, momentos vividos e sonhos perdidos. Pergunto-me que horizonte posso eu procurar se várias são as vezes que me perco na busca do meu Ser?
Busco a felicidade, a liberdade e o amor. Coisas inevitavelmente simples e complexas como a própria vida. Esta ironia consome-me, derruba meus pensamentos e minhas convicções.
Quero e não quero, estou e não estou, vou e não vou. Incertezas tão fúteis e tão profundas marcam o meu Ser com dúvidas incessantes. Dúvidas que me levam a desejar aquilo que um dia tive e a querer aquilo que nunca tive. Que incertezas são estas que consomem os meus actos e apoderam-se de meus pensamentos?
Sinto uma nostalgia do meu tempo de criança, em que momentos tão sofridos são hoje relembrados com um sorriso no rosto. Este momento, este som, esta chuva é semelhante às gotas de água que ouvira no meu quarto cor-de-rosa; a mesma cor dos meus sonhos de infância.

RN