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04 janeiro, 2013

Não levemos a Vida tão a Sério

Hoje é dia de me despedir. Apetece-me. Simplesmente me apetece dizer adeus.
Preciso sair deste círculo que me perturba a mente, o corpo, a Vida. Tudo é tão simples, mas o espírito rebelde inerente ao ser-se humano complica demais. Para quê tanta insanidade? Porquê tanto medo?
A Vida é muito mais que 'isto'... Olho em volta e vejo que tanto tempo perdi em preocupações desnecessárias, mas não consigo abandonar tudo. (In)Felizmente sinto. E ficaria mal aos olhos dos outros. A sociedade não permite que eu seja eu ou aquele que eu bem entender. A sociedade obriga-me a ser quem ela quer que eu seja. Preciso abandonar tudo. Preciso sair deste labirinto ruidoso. Quero paz! Quero calma! Quero tolerância! Vida! A Vida que eu sonhei.
Tantos sonhos por água abaixo. Tantos são os sonhos, os desejos, as vontades que foram alterados. Ou porque mudei de ideias ou porque a sociedade me mostrou que não seriam os mais corretos. Porquê? Quem se atreve a vir alterar quem sou e o que quero? Mas a culpa é minha, como pude e posso eu permitir tal coisa? Esta é a questão, este é o dilema mais complexo de todos os que se deixam influenciar mesmo sem ter dado permissão. 
A tal história de deves dar o exemplo faz parte do leque de influências inerente à sociedade e que tanto nos persegue com o mais alto nível de opressões diretas ou indiretas. Quantas vezes se ouve o pai dizer ao filho mais velho para dar o exemplo ao mais novo, para dar o exemplo na escola, para não fazer má figura quando for fazer qualquer coisa de muito ou pouco importante. Esta história cansa-me. Estou cansada de tantos exemplos, de tantas regras, de tantas palavras gastas à toa. Será que não é possível sermos livres e agirmos da forma como bem entendemos? Sei que a resposta é obviamente negativa. Iríamos entrar num campo de opiniões tão diversas que seriam capazes de chocar suscetibilidades. 
Mas a minha posição não é de todo descabida: sugiro apenas que sejamos livres de viver em paz connosco próprios. Isto significaria a sociedade deixar de interferir, pelo menos em 75%, nas  nossas decisões, nas nossas vontades, nos nossos sonhos. 
Quero muito agir sem recear os olhos da sociedade que mais me parece um Big Brother. Vá para onde for existem sempre olhos prontos e ansiosos em observar-me, elogiar-me ou criticar-me. Porquê tanto interesse na vida alheia? Mas como tal necessidade parece inerente, sugiro portanto que passemos a dar maior uso ao pensamento, de forma a valorizar mais as palavras, dando lugar ao tão ausente silêncio. 
Não quero ver a Vida de um jeito tão sério, quero aproveitá-la como bem entender, ao meu ritmo; quero ser sábia mas simultaneamente inocente; quero poder fazer disparates; quero fazer remendes; quero ensinar, mas quero muito aprender sem ter medo de o querer; quero poder decidir se me apetece ou não; quero olhar para ti, para mim, para o Mundo e poder ser eu própria, umas vezes sorrindo outras vezes chorando. Mas ser eu. E tu seres tu.

RN 

19 maio, 2012


Quanto mais leio, mais me apaixono pelos livros.
As frases, as palavras consomem.me.

Ao silêncio me denuncio, em segredo.

RN


19 fevereiro, 2011

Silêncio nos meus pensamentos

Um dia vou incendiar este mundo com palavras que me sufocam. Vou poluir este ar com palavras que, presas neste corpo, se limitam a vaguear por esta mente que tudo quer e nada pode.
Há tanto ruído que fico numa ânsia tremenda diante desta negra visão. Procuro desesperadamente o silêncio que me acalme a alma. Mas sem rasto… tudo se perde numa vida ruidosa, perturbada por vontades e decisões ora certas ora erradas.
Que amarras cruéis me prendem a este mundo que me depreda, que me desconsola, que me desgasta.
Vivo, luto apaixonadamente por um livro que comecei, mas que um dia vai terminar sem qualquer ponto ou vírgula. Minha mão irá parar, sem força e aí será tarde para pensar ou tentar…

Tento silenciar meus pensamentos.

RN

11 fevereiro, 2011

Palavra pronunciada

Palavra. Meras palavras que incentivam o sorriso, o Amor, a felicidade, o desejo.
Palavra. Meras palavras que causam dor, sofrimento, amargura, tristeza.
Palavra dita, pensada ou espontânea. Dona de tantas acções e reacções. Sentimentos e pensamentos.
Controlas relações. Provocas sentimentos. Incendeias a alma.
Quiçá não fosses pronunciada sem intenção!
Uma vez dita, uma vez ouvida…
Tantos erros por ti cometidos. Tanta dor por ti causada. Tanto desejo por ti provocado.
Palavra… Que força poderosa!


RN

30 janeiro, 2011

Apenas palavras...

Posso chamar-te luz ou guia! Inspiração ou respiração! Paixão ou Amor! Verdade ou Vida!
Mil e uma palavras podem estar no lugar do que sinto ou (não) quero, mas o importante é que seja qual for a minha escolha, vai sempre dar-me sorrisos e tristezas.
Afinal não existe perfeição!

RN

04 janeiro, 2011

Imperfeição...

Sinto-me um vulcão adormecido: cheio de sentimentos abafados, palavras retidas e gritos perturbantes. Atitudes correctas, outras nem tanto. Não sou perfeita, nem o tento ser, apenas tento agir como a humana que sou, o que por vezes implica actos menos correctos ou pensados.

RN

«Viver sem problemas é impossível. O sofrimento nos constrói ou nos destrói»
[Augusto Cury]

20 outubro, 2010

Há coisas e coisas

Há coisas perfeitas. Coisas Imperfeitas.
Há coisas que se completam. Coisas que se repelem.
Há coisas naturais. Coisas forçadas.
Há coisas e coisas.



Sinto-me completa. Porém, falta-me ainda preencher um pedaço enorme e vazio, que ocupa parte do meu Ser. A vontade de rir é tão grande como a vontade de chorar. Mas o controlo absorve-me e tudo parece tão natural nesta farsa invejada.
Objectivos alcançados, outros desfeitos e arruinados. As horas passam e o tempo cada vez se torna mais curto. Quero estar presente com a alma ausente. Faz-me falta, mas o grande vazio a ti te cabe. Mundo! Como quero correr, ver, tocar e viver. Como te quero junto a mim.
Palavras ordenadas, outras desordenadas. A anarquia instalou-se e o pânico ameaça. Corações sentidos, corações sofridos. Pára! Pára! Quero paz. Quero sorrir. Quero Amor. Bondade!

RN